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A primeira gravidez aos 16 anos

Quando a Imperatriz Sissi engravidou de Sofia, a sua primeira filha, a relação com sua sogra, a Arquiduquesa Sofia, ficou ainda mais tensa. Ela se sentia muito sozinha e controlada em Hofburg.

O imperador mal tinha tempo para ficar com sua esposa pois a guerra da Criméia tomava todo o seu tempo. 

A arquiduquesa Sofia a tratava com severidade,  e no intuito de mostrar que a Áustria já tinha um herdeiro a caminho, Sofia exigia que Sissi exibisse a sua gravidez por onde fosse.

A jovem imperatriz Sissi
A jovem imperatriz Sissi

A implicância da sogra

Sofia, se intrometia em tudo.

Enviou uma carta ao seu filho, o imperador, que dizia: 

“Eu acho que Sissi não deveria passar tantas horas com os papagaios, porque, especialmente no primeiros meses de gravidez, é perigoso estar entre determinados animais, já que o bebê pode nascer com a cara deles.
É conveniente que ela se olhe muito no espelho ou que ela olhe pra você. Se ela fizer isso, meu filho, eu ficarei muito satisfeita.” 

O nascimento de Sofia, a primeira filha da Sissi

No dia 5 de março de 1855, Sissi deu à luz a uma menina que recebeu o nome da avó Sofia que também foi madrinha da menina. O seu filho o imperador aprovava, mas, ninguém se preocupava com a opinião de Sissi. A sua mãe, a duquesa Ludovica não esteve presente no parto da neta. 

A Arquiduquesa Sofia se apegou muito à essa criança, ela havia perdido a sua única filha menina, Maria Ana, quando ela tinha apenas quatro anos, e provavelmente por isso ela tenha tratado a neta como a sua própria filha.

Ilustração nascimento da arquiduquesa Sofia
Ilustração nascimento da arquiduquesa Sofia

Separada da filha

A arquiduquesa Sofia achava que sua nora não era apta para cuidar da filha, a considerava muito imatura e instável para criar a futura princesa. Ela decidiu cuidar dela e ordenou instalar o quarto da menina nos seus aposentos, proibindo Sissi desde o princípio de até mesmo amamentar sua filha.

Quando queria ver a filha, ela tinha que ir até os aposentos da sogra que eram muito longe dos aposentos dela, em um determinado horário que a arquiduquesa estabelecia.

A arquiduquesa também escolheu o médico das meninas, o Dr. Seeburger, que Sissi desaprovava por seus métodos totalmente antiquados. 

Sissi se preocupava principalmente com a saúde da filha, que aparentava estar muito doente e vomitava com frequência. Ela reclamava, pois o quarto da menina era insalubre, quase não tinha luz natural e nem ventilação, porque o médico achava que “as correntes de ar e as mudanças de temperatura eram prejudiciais para a menina”.

A familia imperial Austro-húngara
A família imperial Austro-húngara

O imperador toma partido pela Sissi

Francisco José tomou coragem e escreveu uma carta à sua mãe dizendo que pensasse as suas atitudes e fosse mais flexível com a Sissi, permitindo que ela pudesse criar as próprias filhas, já que Sissi havia dado à  luz outra menina em 1856 que recebeu o nome de Gisela.

Pela primeira vez o imperador desafiou sua mãe em relação a esse assunto. Enfurecida, ela ameaçou deixar Hofburg para sempre.

Mas ela não o fez e continuou lutando para ter suas netas sob sua tutela.

Viagem à Italia

Diante da delicada situação de isolamento que a Áustria enfrentava depois do fim da Guerra da Crimeia e os movimentos de independência que ameaçavam sobre o império, o imperador decidiu reconquistar as suas províncias mais problemáticas, Lombardia e Veneza. 

No inverno de 1856, o Imperador e sua esposa viajaram para os domínios dos Habsburgos na Itália, a fim de mostrar seu poder militar.

Sissi quis levar as filhas, mas a Arquiduquesa Sofia dizia que as meninas não iriam a esta viagem. Sissi não conseguiu levar Gisela a mais nova, mas conseguiu levar Sofia.

Apesar de todos os esforços do casal imperial de demonstrar amizade e proximidade, eles só viram desconfiança e ódio por toda parte.

O casal imperial austro-húngaro na Itália
O casal imperial austro-húngaro na Itália

Viagem à Hungria

Poucas semanas depois de visitar a Itália, os imperadores partiram para a Hungria.

Dessa vez Sissi quis levar as duas filhas, já que ficariam quatro meses fora, e isso causou um novo confronto com a sogra. A arquiduquesa era contra as netas fazerem uma viagem tão longa e exaustiva. Mas, Sissi finalmente conseguiu o que queria e as meninas os acompanharam. 

Mas essa primeira viagem da imperatriz à Hungria ficaria marcada pela tragédia. Sofia da Áustria, a primeira filha da imperatriz Sissi, de dois anos, adoeceu com febre e disenteria. Apesar da grande preocupação de seus pais, o Dr. Seeburger assegurou-lhes que não era nada sério e que sua doença era devido à dentição.

A morte inesperada de Sofia da Áustria, a primeira filha da imperatriz Sissi

Mas a saúde da menina piorou ao longo dos dias. Sissi não saiu de perto de sua filha, que estava extremamente debilitada, Após doze horas de agonia a criança parou de chorar e finalmente faleceu nos braços da mãe. Provavelmente devido à desidratação por diarréia ou convulsões causadas por febre alta. No entanto, acredita-se que a causa de sua morte foi por febre tifoide.

Sissi ficou completamente desesperada, insultou o médico e chorou desconsolada se culpando pela morte da filha. O casal voltou imediatamente a Viena com sua comitiva, levando o pequeno caixão com o cadáver da menina.

A arquiduquesa Sofia Habsburgo-Lorena, de apenas dois anos de idade, faleceu no dia 29 de maio de 1857. Foi velada e enterrada na cripta dos capuchinhos, onde repousam os restos mortais dos membros da Casa de Habsburgo.

Ilustração da morte de Sofia da Áustria
Ilustração da morte de Sofia da Áustria

Francisco José, atendendo o conselho do médico, decidiu que a esposa não deveria comparecer ao funeral para não agravar ainda mais o seu delicado estado de saúde.

Sissi não tinha forças para visitar o local onde sua filha foi enterrada durante seu doloroso luto.

Apesar de sua sogra não se atrever a repreendê-la por nada, no fundo, ela a culpava e nunca a perdoou pelo que havia acontecido.

A relação entre as duas piorou e ficou ainda mais fria e tensa. Após a perda de Sofia, Sissi acreditou, nas palavras de sua sogra, que realmente era incompetente como mãe e desistiu de criar sua outra filha, Gisela, de apenas onze meses.

A depressão acompanharia a imperatriz até o fim. A morte da sua amada filha naquelas circunstâncias lhe atormentavam com todo tipo de sentimentos, dor, culpa, medo, tristeza infinita…

Veja aqui a biografia completa de Sofia da Áustria, a primeira filha da imperatriz Sissi

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